Dilema de mãe: meu filho não come quase nada, é normal?

Dilema de mãe: meu filho não come quase nada, é normal?


A criança é capaz de autorregular a ingestão de alimentos, e desde pequena ela dá sinais de saciedade que os pais precisam saber interpretar e respeitar (veja quadro abaixo). Insistir para que a criança coma tudo, “raspe o prato”, quando ela sinaliza claramente que já está satisfeita não é aconselhável. Atitudes controladoras podem induzir ao hábito inadequado do consumo excessivo de calorias, seja pela ingestão de grandes porções, seja pela preferência por alimentos hipercalóricos. Essa condição é apontada como uma das preocupantes razões do aumento das taxas de obesidade infantil que se tem observado nos últimos anos, além de ser uma das causas das dificuldades alimentares na infância.


A alimentação complementar, embora tenha horários mais regulares que a amamentação, deve permitir alguma flexibilidade inicial quanto à oferta e aos horários, permitindo a adaptação do mecanismo fisiológico da regulação da ingestão. Mantém-se, assim, a percepção correta das sensações de fome e saciedade, característica imprescindível para a nutrição adequada, sem excessos ou carências.


Para aplacar a angústia dos pais que ficam na dúvida se o filho está comendo o suficiente, o parâmetro é um só: fazer o acompanhamento de sua curva de crescimento e ganho de peso nas visitas regulares ao pediatra. Se está tudo indo de acordo com o esperado, perfeito! Se não, o pediatra é a pessoa mais indicada para dar as orientações que o caso exige.     


Sinais de fome e saciedade



 
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