Levain - Biblioteca na Bélgica reúne levain do mundo inteiro

por Tá na Mesa

Para os entusiastas da boa mesa, a Bélgica é mais conhecida pelos chocolates, pelas cervejas especiais e, também, por receitas como o moules et frites - à base de mexilhão e batatas fritas -, um clássico da cozinha local. Mas a Bélgica também pode ser um paraíso para os fãs da panificação artesanal. A multinacional Puratos, especializada em produtos de food service nas áreas de panificação, confeitaria e chocolates, mantém a Biblioteca do Levain, um espaço que – em vez de livros - reúne exemplares de fermentos naturais do mundo inteiro.

Inaugurado em 2013, na pequena cidade de Sankt Vith, a 180 quilômetros de Bruxelas, a “biblioteca” reúne mais de 105 exemplares de levain, boa parte deles vindos da Europa. Mas também há quatro exemplares brasileiros: da centenária padaria Basilicata, da Cepam, da Benjamin A Padaria e da Brico Bread. O objetivo do espaço é preservar a biodiversidade das bactérias presentes no mundo inteiro. E, até o momento, cientistas da Universidade de Bari, na Itália, identificaram mais de 1.500 tipos de bactérias diferentes.

Entre as preciosidades da biblioteca está um levain utilizado na produção do pão de Altamura, cidadezinha na região da Puglia, na Itália, que produz pão desde 37 a.C. – o que o torna um dos mais antigos do mundo. Outra raridade é um fermento natural do Japão feito com arroz e utilizado na produção de pão.

Infelizmente, a Biblioteca do Levain não é aberta ao público, mas é possível acessar informações sobre o catálogo pelo site questforsourdough.

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