Ovo de Páscoa - Veja algumas curiosidades sobre os ovos de Páscoa

por Tá na Mesa

Você sabia que o ovo de galinha era considerado um presente na Antiguidade? E que dois países “brigam” pela origem dos ovos de chocolate? A seguir, confira essas e outras curiosidades sobre a guloseima que é a grande protagonista da Páscoa:

Tudo começou pelo ovo
Existem inúmeras versões para o surgimento ovo de Páscoa. Uma delas diz que tudo começou na Antiguidade, quando o ovo de galinha era considerado um presente por diversas culturas espalhadas pelo Mediterrâneo. Eles eram pintados com desenhos ligados a natureza e, também, eram cozidos com alguma erva ou raiz que tivesse um corante natural. A tradição seguiu na Idade Média, período em que a nobreza tinha o hábito de celebrar o Páscoa presenteando com ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. E os ovos – de galinha – eram utilizados em rituais para a deusa pagã Ostera, que representava a primavera. E, muitas vezes, ela era representada com ovos nas mãos e observando um coelho saltitante – ícone de fertilidade.

O que o coelho tem a ver com isso?
Outro grande símbolo da Páscoa é o coelho. À primeira vista, é difícil de compreender o motivo, já que coelho não bota ovos. Mas o animal representava a fertilidade desde o antigo Egito, já que é capaz de ter entre 8 e 12 filhotes numa mesma ninhada. O coelho também se tornou símbolo de renascimento por ser o primeiro a sair da toca no fim do inverno.

Do ovo para o chocolate

Os primeiros ovos de Páscoa teriam surgido no início do século 19 e tem a sua origem disputada pela França e pela Alemanha. Mas os ovos de Páscoa eram bem diferentes do que encontramos hoje: amargos, maciços e com textura arenosa. Com o processo de industrialização do chocolate, a textura foi melhorando. E, em 1876, o chocolatier suíço Daniel Peter desenvolveu a técnica de adição de leite ao chocolate. Assim a guloseima ficou parecida com o chocolate cremoso que tanto amamos.

O lendário ovo Fabergé
O joalheiro russo Peter Carl Fabergé (1846 - 1920) marcou seu lugar na história graças aos ovos que levaram seu nome – e são verdadeiras pedras preciosas. Feitos à mão fibras de vidro esmaltado, folhas de ouro, diamante e outras pedras como como esmeralda e pérolas, os ovos Fabergé levavam até dois anos para ficarem prontas. As peças foram confeccionadas em meados do século 19, sob encomenda para os Romanov, a família real russa. À princípio, seriam presentes de Natal, mas o formato fez com que os ovos Fabergé fossem incorporados a tradição de Páscoa. Com a queda dos Romanov no início do século 20, eles deixaram mais de 50 ovos Fabergé para trás. E, atualmente, existem 43 ovos Fabergé espalhados pelo mundo.

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