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O milho foi mais uma contribuição da América para o mundo

Assim como o tomate e a batata, o milho foi mais um alimento originário do Novo Mundo que se espalhou pelo planeta a partir da colonização das Américas pelos povos do Velho Mundo. Estudos detectaram registros de que esse cereal já era cultivado pelo menos 7 mil anos atrás por habitantes de pequenas ilhas situadas na região do que se conhece hoje como Golfo do México.

Compunha a base alimentar de importantes civilizações que se desenvolveram no continente americano, muito antes da chegada dos europeus, como os Maias, Astecas e Incas. Quando os navegantes europeus chegaram, o milho era cultivado da América do Norte à América do Sul.

No Brasil, o cereal servia como importante fonte alimentar para os índios, especialmente os guaranis. Esse alimento logo ganhou a adesão dos colonizadores portugueses, que ampliaram o consumo com a criação de novos produtos a partir do milho. No Brasil colônia, com as dificuldades de abastecimento, as plantações de milho serviam para alimentar animais domésticos, como porcos e galinha, e cavalos. Também era a base para alimentar os escravos.

Variedade

Desde o começo, portanto, o milho assumiu papel importantíssimo na mesa do brasileiro, e assim permanece até os dias de hoje. Esse é um dos grãos mais produzidos no país. Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), dados de 2009 apontavam uma produção de 49,8 milhões de toneladas nas duas safras do ano. O auge da colheita ocorre nos meses de junho e julho, e as principais variedades produzidas por aqui são:

Milho de pipoca – Essa variedade já era cultivada pelos índios quando os portugueses chegaram por aqui. O nome, aliás, tem origem indígena, mais precisamente no termo tupi pi’poka. Na língua dos indígenas “pi” significa “pele”, e “poka”, “estourar, arrebentar”. E é a descrição justa do que acontece: essa variedade de milho contém mais água do que as demais e possui uma casca mais resistente. Quando o grão é aquecido, o líquido em seu interior se converte em vapor e a enorme pressão acaba fazendo romper a pele, daí a explosão de pipocas branquinhas e deliciosas!

Milho doce ou verde – Esse grão tem teor mais elevado de açúcar quando colhido verde (aquele que compramos no mercado ainda com a casca). Como tem película (pele que reveste o grão) mais fina, é ótimo para ser consumido in natura, cozido ou assado. Também é com ele que se faz pamonha, curau, bolo cremoso e outras delícias. Na indústria, é o tipo utilizado para produzir o milho em conserva.

Milho duro – Como o nome diz, essa variedade tem uma quantidade maior de endosperma (como é denominada a maior parte do grão) vítreo, ou seja, tecido duro. Tem grande variedade de coloração, podendo ter grãos brancos, amarelos, vermelhos, marrons, roxos e negros. Colhido na fase madura, é empregado na produção de derivados, como farinha de milho e amido.

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