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Pizzarias que valem a visita

Que a pizza “invadiu” o Brasil a partir da capital paulista já contamos no post anterior. Agora, você sabia que a trajetória de algumas das pizzarias que nasceram e prosperaram durante essa deliciosa invasão se confunde com o desenvolvimento de Sampa? É o que mostra o livro “Pizzarias que contam a história de São Paulo” (editora Panda Books, @editorapandabooks), de autoria da jornalista Gabriela Erbetta.

Conhecer uma dessas pizzarias de perto – ou revisitar, caso você já conheça – é um ótimo programa para comemorar o Dia da Pizza. O livro lista dez com histórias apetitosas. Aqui no Tá Na Mesa ficamos curiosos para conferir cinco delas. Olha só porque:

Ângelo

Aberta em 1971 no Alto da Mooca, é comandada pelo casal Bruna e o chef Thiago Silveira. Ele é neto de Ângelo, o fundador, que aprendeu a fazer o disco de massa com cobertura na Romanato, pizzaria que servia de ponto de encontro do bairro em meados do século passado. Quando abriu a casa batizada com seu nome, Ângelo servia apenas seis sabores – mussarela, aliche, portuguesa, napolitana, camarão e atum. Hoje, a pizzaria trabalha com 44 coberturas diferentes. A que tem mais saída é a de quatro queijos (mussarela, parmesão, provolone e creme de queijo da casa), que custa R$ 70,00. Também é bastante apreciada a Mooca (carne seca com creme de gorgonzola, palmito, ervilha, cogumelo, rodelas de tomate, parmesão e salsinha), criação de Thiago, a R$m90,00. www.pizzariadoangelo.com.br

Castelões

Atualmente nas mãos de Fábio Donato, neto de um dos fundadores, Vicente Donato, foi aberta oficialmente em 1924.  Mas bem antes disso, o local servia de ponto de encontro e confraternização dos jogadores do time de futebol Castelões F.C., do qual Vicente era um dos integrantes, no bairro do Brás. O cardápio oferece 18 diferentes opções de cobertura para os discos de massa de borda alta, preparados com farinha especial exclusiva e fermentação lenta (segredo da massa mais leve e aerada). Mas 70% dos pedidos recaem sobre dois sabores. Um deles é a tradicional margherita (R$70,00, o formato grande de oito pedaços), feita com algumas diferenças em relação à receita italiana original: na versão da Castelões as fatias de mussarela são assentadas diretamente sobre a massa e só depois espalha-se o molho de tomate. E as folhas de manjericão são adicionadas depois que ela sai do forno para que não queimem à alta temperatura de até 600 °C. A outra campeã de pedidos é a que leva o nome da casa e combina mussarela, calabresa e molho de tomate (R$ 70,00). http://casteloes.com.br/

Cristal

Fora do circuito Brás e Bexiga, tradicionais redutos da colônia Italiana em Sampa, a Cristal abriu as portas em 1981 no Jardim Paulistano com algumas inovações. Misto de bar e restaurante, seu ambiente elegante nada lembrava o visual popular das cantinas italianas. A pizza também vinha em nova versão: massa finíssima e crocante e em tamanho individual. Atualmente, o cardápio inclui 35 tipos de cobertura em discos no tamanho pequeno (4 pedaços) e grande (8 pedaços). O carro-chefe é a clássica mussarela, coberta apenas com o queijo e orégano (R$ 80,00 a grande e R$ 56,00 a pequena). Outra pedida é a de carpaccio (R$ 85,00 e R$ 59,00): nesse caso, apenas a massa vai ao forno e, depois de pronta, recebe as lâminas de carne, o molho de mostarda e o parmesão. Além do endereço principal, tem mais duas filiais que funcionam apenas com delivery, no Itaim Bibi e Morumbi. www.cristalpizza.com.br

Vituccio

Criada pelo italiano da região de Puglia, Vito Colonna, a Vituccio tem clientela cativa na Vila Ipojuca, na Lapa, mesmo depois de mudar de mãos, em 2013. Os novos donos, Paulo Farias e Jaqueson Dichoff, fizeram mudanças importantes. Trocaram a farinha nacional por outra importada da Itália e adotaram a fermentação natural de longa duração, segundo a tradição napolitana. O cardápio também passou a exibir uma seção com as chamadas “Napolitane Verace”, com sabores apresentados como “típicos de Napoli”, menos generosas na quantidade de cobertura. É o caso da margherita originale (R$ 74,00 a grande e R$ 44,00 a pequena), que leva molho de tomate, parmesão, azeite, mussarela de búfala e manjericão. Mas as campeãs de procura estão entre as criadas pelo fundador, que foram mantidas no cardápio, caso da Ipojuca(R$ 72,00 e R$ 44,00), que combina molho de tomate, palmito, rodelas de tomate e requeijão catupiry. www.vituccio.com.

Speranza

Os Tarallo – o casal Francesco e Speranza, mais os filhos Antonio e Giovanni – desembarcaram em São Paulo, vindos de Nápoles, Itália, no final da década de 1950. Pouco depois, a família apostou todas as fichas no ramo alimentício com a abertura da cantina batizada como nome da matriaca, em 1958, a principio no bairro do Morumbi, reduto dos alemães. Três anos depois, a família transferiu o restaurante para a Bela Vista (bairro conhecido popularmente como Bexiga), região da cidade com grande concentração de seus patrícios, onde a matriz permanece até hoje (depois veio a filial de Moema e, mais recentemente, a de Santana, que trabalha só com delivery). Em seis décadas, a Speranza virou referência no preparo da pizza ao estilo napolitano em São Paulo. Atualmente, comandada por netos de Francesco e Speranza, a pizzaria serve 35 coberturas diferentes, sobre discos de massa branca tradicional, farinha integral ou versão sem glúten, em dois tamanhos (grande, com 8 pedaços, e pequena, com quatro). A margherita está presente em duas versões e não pode ser feita com metade de outro sabor: a tradizionale, com molho de tomate, manjericão e mussarela de leite de vaca (R$ 80,90 e R$ 67,90) e a speciale, com mussarela de búfala (R$ 82,90 e R$ 70,90). www.pizzaria.com.br

Deu água na boca? Confere lá! E depois conta aqui pra gente como foi a experiência. Conhece outra pizzaria em seu bairro que também faz parte dessa deliciosa história da pizza na capital paulista? Compartilha com o Tá Na Mesa! É só deixar seu comentário na área de Publicações da Mesa de Pizza.

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