Crepe Suzette e as histórias por trás dessa delícia

Quando o tema é esse disco de massa levíssima que arrebanha legião de fãs mundo afora, não tem como não lembrar o crepe Suzette e as histórias por trás dessa delícia. Mas antes de ir a elas, que tal preparar essa gostosura para entrar no clima?

A receita é simples: depois de fritos na frigideira e dobrados na forma de triângulo, os crepes voltam ao fogo imersos numa calda de laranja e são flambados com a adição de conhaque e licor Grand Marnier. A chef Paula Rizkallah explica o passo a passo na receita de Crepe Suzette que selecionamos para esta Mesa.

Crepe Suzette e as histórias por trás dessa delícia

Mas voltando às histórias por trás dessa delícia, a pergunta que não quer calar é: como ela surgiu? A versão mais famosa foi contada justamente pela pessoa que reivindica a paternidade desse doce maravilhoso, o chef Henri Charpentier (1880 – 1961), em seu livro de memórias, lançado em 1934.

Charpentier era um jovem aprendiz no Café Paris, da cidade turística de Monte Carlo, quando a casa recebeu o príncipe de Gales e futuro rei Eduardo VII da Inglaterra junto com sua comitiva. Coube a Charpentier fazer os crepes que seriam servidos na sobremesa. Preparou um molho à base de manteiga, açúcar, raspas de laranja e vários licores. Ao aquecê-lo numa travessa, a mistura pegou fogo! As labaredas acabaram apurando os sabores do prato, e o resultado – incrível!!! – agradou não apenas ao futuro rei. Caiu no gosto do povo!

E de onde veio o nome? Uns dizem que o rei pediu que o prato fosse assim chamado em homenagem à namorada que o acompanhava. Outros contam que Suzette era o nome da filha do anfitrião do rei.

As divergências não param por aí. Há também quem aponte outras origens para esse doce. Alguns atribuem a técnica a Auguste Escoffier (1846–1935), expoente da cozinha francesa moderna e mestre de Charpentier.

Outra versão liga a sobremesa saborosa à atriz Suzanne Reichenberg, cujo apelido era Suzette. Nos anos 1920, numa peça que encenou no teatro Comédie-Française, ela protagonizava uma cena em que fazia crepes. Quem os preparava para ela apresentar em cena era o chef Joseph, do restaurante Le Marivaux. Reza a lenda que teria partido dele a sugestão de que a atriz flambasse o prato para tornar o espetáculo mais atrativo.

Seja como for, resta agradecer ao universo por todas as conjunções que conspiraram para o surgimento de sobremesa tão saborosa.

Veja também:

– Além do crepe Suzette, delicie-se com esse de Nutella, que a chef Silvana Oliveira ensina a fazer

Fontes:

Paladar Estadão

Blog do Lorençato

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